mas, tudo bem, meu bem, tudo bem,
meu bem,
tudo bem,
eu juro que levo teus olhos castanhos comigo.
31 de agosto de 2008
25 de agosto de 2008
pequenas porções de ilusão

ela entra no ônibus, sobe os degraus, passa a roleta e se senta em qualquer banco da janela, onde ela possa olhar para a rua e ver a noite. ela não vê ninguém, nenhum rosto lhe chama atenção, é muito movimento, são muitas pessoas, muito tudo, tudo junto, bagunçado, nada em que se aprofundar. a música dos fones entra na sua cabeça, do ouvido vai direto pro cerebro, do cerebro pro subconsciente, os olhos se fecham, as dores do corpo somem, ela não sente mais nada, só descansa. a cabeça a mil, não consegue ficar um minuto sem pensar, sonha, o sonho se mistura com a realidade, a voz do cobrador conversa com ela, tudo escuro e tão confortável. o mac donalds que tinha acabado de comer lhe deixa tranquila. hoje ela não precisou ir pra casa com fome, nem com vontade de fazer xixi. pegou o primeiro ônibus, chapada, mais ou menos trinta minutos para chegar no shopping, foi ao banheiro e, depois, comeu as porcarias gordurentas e nada saudáveis que ela tanto gosta. na saída, comprou chocolates, trufas maravilhosas, comeu todas no caminho. e, no segundo ônibus, se deu ao luxo de fechar os olhos e até sonhar. em meia hora estaria em casa, descansada. o sonho terminou, olhou para o lado e viu o Colégio Odila Gay, levantou correndo, num susto, e apertou o botão. desceu. não lembra do trajeto da parada até em casa, só que os cachorros não latiram nessa noite.
entrou em casa, largou todas as suas coisas sentindo um alívio imenso, tirou os tênis e o sutiã, estralou tudo e se deitou no sofá ao lado da mãe. dormiu. de novo. o corpo estava esgotado e a cabeça muito mais. colo de mãe é irresistível. dormiu e não acordou. todos subiram, deitaram nas suas camas, leram seus livros e dormiram. ela ficou no sofá, sozinha, acabada, sonhando. acordou. não tinha mais ninguém, só a Charlotte, que tinham deixado ali pra fazer companhia. a cachorrinha chorava, nem ela queria dormir naquele sofá desconfortável. levantou. em um braço, suas milhões de coisas, em outro, a Charlotte. subiu. tomou um banho e aos poucos foi se lembrando do amanhã e de tudo que deveria ser feito, ela tinha parado de sonhar, as dores nas costas aos poucos iam voltando, se olhou no espelho, colocou um pijama confortável e nada atraente, pegou suas coisas e subiu mais um andar. se sentou na frente do computador e fez aquilo que faz todo dia.
as vezes eu só queria conseguir parar de pensar.
entrou em casa, largou todas as suas coisas sentindo um alívio imenso, tirou os tênis e o sutiã, estralou tudo e se deitou no sofá ao lado da mãe. dormiu. de novo. o corpo estava esgotado e a cabeça muito mais. colo de mãe é irresistível. dormiu e não acordou. todos subiram, deitaram nas suas camas, leram seus livros e dormiram. ela ficou no sofá, sozinha, acabada, sonhando. acordou. não tinha mais ninguém, só a Charlotte, que tinham deixado ali pra fazer companhia. a cachorrinha chorava, nem ela queria dormir naquele sofá desconfortável. levantou. em um braço, suas milhões de coisas, em outro, a Charlotte. subiu. tomou um banho e aos poucos foi se lembrando do amanhã e de tudo que deveria ser feito, ela tinha parado de sonhar, as dores nas costas aos poucos iam voltando, se olhou no espelho, colocou um pijama confortável e nada atraente, pegou suas coisas e subiu mais um andar. se sentou na frente do computador e fez aquilo que faz todo dia.
as vezes eu só queria conseguir parar de pensar.
19 de agosto de 2008
9 de agosto de 2008
6 de agosto de 2008
Chega!
ela fala bobagens, ri de si mesma e me olha com um brilho no olhar mágico.
enigmática, profunda, me faz me amar e me odiar, me faz eu.
ela eu, eu ela. qual a diferença? somos apenas duas pessoas. ou seria uma?
plural. não, não, singular. única.
uma.
enigmática, profunda, me faz me amar e me odiar, me faz eu.
ela eu, eu ela. qual a diferença? somos apenas duas pessoas. ou seria uma?
plural. não, não, singular. única.
uma.
4 de agosto de 2008
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